Ao longo dos meses mais quentes, é comum que os vidros da estufa acumulem uma fina camada de algas, musgo ou sujidade geral, sobretudo nas zonas mais húmidas ou sombreadas da estrutura. Esta camada, ainda que pouco visível à primeira vista, reduz de forma significativa a quantidade de luz que chega às plantas no interior, precisamente numa altura em que a luminosidade continua a ser essencial para o seu desenvolvimento.
Uma limpeza cuidadosa, painel a painel
Comece por remover o excesso de sujidade solta com uma escova de cerdas macias, trabalhando painel a painel em vez de tentar limpar toda a estufa de uma só vez. Uma mistura de água morna com um pouco de sabão neutro costuma ser suficiente para soltar as algas mais persistentes, sem necessidade de produtos mais agressivos que possam danificar a estrutura ou deixar resíduos sobre as plantas.
Preste especial atenção às zonas próximas do solo e às junções entre painéis, onde a humidade se acumula com mais facilidade e onde as algas costumam instalar-se primeiro. Um pano macio ou uma esponja ajudam a terminar o trabalho nos cantos mais difíceis de alcançar apenas com a escova.
Depois de esfregar, enxague cada painel com água limpa, retirando por completo os resíduos de sabão, e deixe secar ao ar sempre que possível, em vez de secar à pressa com um pano que possa arranhar a superfície. Aproveite também para verificar se existem fissuras ou vedações danificadas, que se tornam mais visíveis assim que o vidro está limpo.
Com os vidros limpos e mais luz a entrar na estufa, as plantas no interior recebem exatamente aquilo de que precisam para continuar a desenvolver-se bem até ao final da estação. Esta limpeza, feita uma ou duas vezes por ano, mantém a estufa a funcionar no seu melhor durante muito mais tempo.